3 de maio de 2010

Adeus


Há dias que acordo
Com vontade de matar alguém
Que deito sentindo-me
Desse maldito mundo refém

Que durmo decidida
A perder o medo e me declarar
Que tenho insônia
Ansiosa para parar de me enganar

Já desejei que de verdade
O mundo fosse acabar
Sô assim meus netos
Não viveriam nesse mundo vulgar

Dá vontade de falar o que sinto
Mas dizer a verdade tem um preço alto demais
Se disser perderei minha pouca liberdade
E serei expulsa da casa de meus pais

Sou indigna de viver neste mundo
Acho que sou sincera demais
Não consigo ser tão medíocre
Nem mais idiota que os demais

Me recuso a respirar esse ar
A usar máscaras todo o tempo
Me recuso a amar
Com esse coração de cal e cimento


2 comentários:

Arisson Tavares da Silva disse...

Tem dias que eu acordo necessitado de novas idéias... Gostei da poesia... Não entendi por q o nome é "adeus" (explique depois)...

Sheila Souza disse...

"Há tempos,tenho tido essa subita e quase que imcompreen´sivel vontade.Parar de me enganar! Decidir pelo óbvio.Aquilo que em meu íntimo verdadeiramente desejo..."